Você acessou o Blog de Frederico Menezes. Desejamos que seja ele de utilidade aos que lutam para construir um mundo melhor para todos.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

ENFIM, REENCARNEI

Enfim, reencarnei. No dia 16 de novembro, a misericórdia divina concedeu-me a benção da volta ao corpo. Face às imensas necessidades evolutivas que apresentava e apresento, retornei numa família numerosa. Foram dez filhos. Eu fui o nono ( imaginem a ansiedade que eu não estava na fila d espera ). Com todas as lutas próprias daquela época, meus pais recebiam cada filho com uma verdadeira festa no coração. Família numerosa é sempre acréscimo de lutas e responsabilidades. Para usar uma linguagem bem nordestina, é fartura de aperreio.

No mundo dos espíritos, ansiava o retorno. Singelo e apagado colaborador desencarnado no antigo ( e extinto ) Arautos da Verdade, o primeiro centro espírita da cidade onde renasci, Cabo de Santo  Agostinho, fundado pelos meus avós maternos, recebia, então, sustentação e aprendizado para me preparar convenientemente para as tarefas que teria que realizar no mundo das formas, na encarnação que se avizinhava. Imperioso o melhor aproveitamento. O atraso espiritual que me caracteriza o ser tornava fundamental a dedicação, o esforço para bem desencubir-me dos futuros trabalhos. E não digo isso por suposta humildade. Isso se chama "choque de realidade". Aqui na Terra, mais patente ainda esse choque. As muitas vezes que uma persistente impaciencia se fez presente em minhas atitudes, ainda que não exteriorizada algumas vezes e outras, sim. Minhas filhas sabem bem disso, rsrsrs. Os erros recorrentes, as dificuldades persistentes, enfim, as sinalizações de todos esses fatores a lembrar-me o quanto falta a caminhar.

Vim com o compromisso belo da divulgação do espiritismo, alem, claro, da fundamental reforma íntima. Ao longo desses quase 34 anos, tenho procurado desincubir-me da melhor maneira da disseminação do pensamento espírita. Na parte interna, aí é uma luta colossal, titânica. Haja batalha. Haja suor. Haja paciencia comigo mesmo. Mas, na verdade, só gratidão à Deus, ao Cristo maravilhjoso, pelos muitos amigos que se fizeram e fazem-se, de cireneus para minhas pernas fágeis. A luminosa ferramenta do espiritismo é, sem dúvida, para todos nós, sublime prova da Bondade dos Céus para conosco, amparando-nos por intermédio da grande mensagem.

Peço aos céus que me inunda de mais vigor e lucidez a fim de não magoar tantos corações amigos com as minhas imperfeições evidentes, repetindo um pensamento do Chico Xavier. No caso dele, real humildade. No meu,  choque de realidade, como já coloquei acima. E aos tantos corações queridos, que me incentivam e beneficiam com seu amor fraternal, ouso pedir um pouco mais, além do tanto com que já me enriquecem os passos:  sua preces e vibrações, que rogo aqui com os olhos marejados e feliz, a fim de que eu possa ser realmente digno de tanta ternura, alem de poder compensar o muito que os bons espiritos tem feito à meu favor, dedicando-me da melhor e da mais acertada maneira possível, a causa da divulgação da doutrina espírita e do bem,  dentro das muitas limitações que me caracterizam o ser.

Obrigado à todos voces. Por todas as lembranças carinhosas que já me chegam, felicitando-me por mais um aniversário e pelas provas de amor com que vem me cumulando a vida.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

AGENDA

Amanhã, terça, 12,  estarei proferindo palestra no Centro Espírita Luz e Amor, localizado no bairro da Encruzilhada, aqui na capital pernambucana. O tema que me foi proposto pela casa foi sobre "Camille Flammarion", o grande astrônomo, amigo de Allan Kardec e que legou extraordinária contribuição às pesquisas psíquicas, entre meados do século 19 e início do século 20. A palestra será 20 horas. O Luz e Amor fica logo no início da av. Beberibe, logo após a praça da encruzilhada.

50 MIL MORTOS - OS NÚMEROS DA VIOLÊNCIA

A quem interessa uma sociedade acuada, com medo e insegura? esse é o estado da população brasileira. Afinal, segundo os últimos números levantados sobre a violência no Brasil, números estes provenientes dos próprios órgãos governamentais, este ano já teremos atingidos o aterrorizante número de cinquenta mil mortes por homicídios. Isto mesmo. O número já é bem maior do que os mortos do conflito na Chechênia contra a Rússia, da guerra civil no Sudão e no Iraque. Isso sem contabilizar o número de assaltos e estupros, que cresceu, e muito, em relação ao ano anterior.

Causa perplexidade que, em pleno século 21, ainda a sociedade brasileira conviva com algo dessa natureza. Claro que sociólogos e estudiosos outros, mais qualificados para a abordagem do problema, deverão vir à público tratar da questão. Isso não impede que um simples cidadão como eu faça a indagação. Por que convivemos dessa maneira com tal brutalidade ? Enquanto isso, desejam ampliar essa violência, aprovando a legalização do aborto. Tanta coisa para fazer e fica-se insistindo em legalizar a retirada da vida do feto, dos espíritos que necessitam nascer para dar prosseguimento à sua evolução.

O nosso país já é uma das sociedades mais violentas da Terra. A cada ano cresce o número da tragédia. Para piorar, o Brasil já é campeão mundial de consumo do "Crack" e segundo lugar em cocaína. Não sou mesmo daqueles ufanistas que acham que. como temos a missão de ser coração do mundo e patria do evangelho, deve-se ficar aguardando o que as altas esferas espirituais farão para mudar a situação. O que cabe ao ser encarnado fazer, deve faze-lo. Sou otimista sim, mas isso não me dá o direito de encarar com naturalidade tal descalabro de vida social. 

A vida é dinâmica e temos o poder de escolha. Somos livres para o fazer, no entanto, a colheita é obrigatória. Já li até militante de partido político defendendo os mascarados violentos das manifestações de rua, dizendo que representam legítimas forças sociais. Talvez por isso que nossa sociedade é das mais atrasadas, tanto nas aplicações das leis quanto nas relações sociais. Todo país tem problemas e mesmo aqueles que são vistos como verdadeiros paraísos na Terra tem, tambem, seus tipos de mazela, no entanto, quem já saiu daqui e conheceu outras realidades onde educação, estado cumprindo seus deveres, respeito ao cidadão pontificam, percebe-se a enorme distância que estamos delas ( destas realidades ).

Sair com a família para um simples jantar é exercício de temor em certas localidades do país. Viajar é não saber se se vai voltar, pelo menos inteiro, etc. A antiga colocação culpando a pobreza já não corresponde aos estudos mais atualizados. Temos ainda muita pobreza, é verdade mas a grande maioria dos pobres é honesta e decente. A questão comporta outras análises e me parece, enveredar por questões estruturais, começando com a política. Isso não retira a responsabilidade do cidadão, de cada um de nós avaliar a si mesmo e, dessa maneira, contribuir para a melhoria da sociedade como um todo. Fatores, ainda, como cidades escuras, falta de educação, ausência da lei no sentido de que ela seja cumprida e sirva para todos, combate efetivo as drogas, sobretudo, agindo sobre o nascedouro, incluindo aí, as fronteiras abertas por onde o país é inundado pela cocaína, crack e maconha, concluindo com o terrível mal da corrupção, por si só, um tipo de violência cometido contra toda a população, devem ser levados em consideração.

A análise é complexa, porem, o que posso registrar, amargamente, são os tristes números da indecencia. São fatos dolorosos. E contra fatos, não há argumentos. Triste realidade.

domingo, 10 de novembro de 2013

ENCONTRO NO NACCA

O encontro com as casas espíritas da cidade de Goiana, lá na sede do Nacca, ocorrido neste domingo pela manhã, foi de uma grande felicidade. Alem das instituições da cidade, tivemos a presença de centro espirita de Timbaúba e espiritas de Surubim, alem do casal Valtinho e Cidália, da cidade de Souza, no sertão paraibano, que nos visitavam. Manhã radiosa, de muito sol, com a apresentação dos trabalhos do Nacca e um seminário que fizemos abordando desafios dos centros espíritas nestes tempos de mudança. Foi oferecido aos participantes um lancha à base de frutas tropicais. O entusiasmo dos visitantes pela área bucólica do Nacca os levou a se candidatarem como voluntários, chegando, alguns deles, a garantirem presença na próxima reunião no local. Atingimos, creio, todos os objetivos que traçamos, que era interagir com as casas espíritas do município e faze-las sentirem-se como componentes do Nacca.

sábado, 9 de novembro de 2013

MAIS UMA ETAPA

Próximo sábado, 16, estarei completando mais uma etapa de vida na Terra. Não sei como agradecer as bençãos de misericórdia com que o Pai me amparou na jornada. Como alguns amigos queriam trazer seu abraço carinhoso e incentivador, resolvemos realizar, no domingo, 17, um seminário cujo tema será : "Educar e Educar-se". Será pela manhã, a partir das 8:30, com apresentação artística a cargo do grupo Brincantes, do Centro Espírita Júlio César, localizado em Rio Doce, Olinda e que virá com uma caravana. Receberemos tambem caravana de João Pessoa, com cerca de 60 pessoas, segundo informe do amigo Miguel, do "Lar de Jesus", daquela cidade. Alguns confrades queridos de algumas casas espíritas de Recife estão confirmando presença. Será uma manhã diferente. Creio que quem vier, gostará. O seminário é gratuito, agora, se alguem desejar ficar conosco para o almoço fraterno, então, haverá um investimento de R$ 15, 00 por pessoas, com direito à sobremesa. Um amigo que tem um buffet será o responsável por nos atender nessa parte, já que não teríamos estrutura para organizar os serviços da alimentação. Outro motivo é que desejamos que todos os nossos trabalhadores que possam estar presentes participem do seminário, sem se preocupar com outras atividades, o que não ocorreria se tivessem de ficar na cozinha. Bom, creio que vai ser bom. Programe-se e venha participar desse momento.

PROGRAMA DE RÁDIO

Acabei de participar de um programa espírita  na rádio litoral FM. Muito proveitoso. Uma hora de entrevista sobre mediunidade com intensa participação do público. Inúmeras perguntas. A impressão é de que a hora não comportaria a quantidade de indagações. Só agradecimento à Deus pela benção da semeadura. Agora à tarde, vou para outra rádio - rádio folha - participar da gravação do programa "Realidade Paralela". Este programa já é devidamente conhecido pela público. Ele é ao vivo, porem, por problemas que não sei precisar quais, hoje, excepcionalmente, será gravado. E amanhã, como já postei aqui, estrei no Nacca, em Goiana, em encontro com as casas espíritas local.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

MEU ÚLTIMO NATAL

Ando pelas ruas que já se enfeitam para as festas de fim de ano. Sempre achei o Natal a mais bela e mágica das datas especiais. Caminho olhando as luzes que piscam e escuto, inclusive, as músicas natalinas enchendo o ar. Será este o meu último natal na Terra ? Não posso deixar de pensar nisso pois a doença avança e sinto que, talvez, aqui no mundo, não terei mais a oportunidade de me encantar com a as pessoas mais belas, mais dispostas a viver a fraternidade. É certo que lá, do outro lado da vida, viverei um natal provavelmente mais belo, sendo todo dia vivido pelos espíritos desencarnados. Mas é na Terra que se faz necessário que o natal se transforme em disposição diária, em beleza permanente.

Olho as árvores de natal que se multiplicam em cada loja da cidade e me emociono. Valera a pena ter vivido o que vivi, ter sonhado o que sonhei, ter conhecido a grandeza do espiritismo, desvendando o evangelho de Jesus da maneira rica e radiante com que o faz. E mesmo com a doença avançando, valeu a pena até mesmo pelas lições que ela tem me trazido. Se ela vai ser o meu transporte para a dimensão imortal, não sei...apenas sei que ela me faz fitar cada  face com olhos de uma grande ternura.

De alguma maneira a possibilidade de ser o meu último natal no mundo físico me levou ao passado e me fez recordar o cheiro das comidas natalinas, o perfume da ceia, a expectativa doce no rosto de meus irmãos e amigos. O passado tem cheiro e gosto, é um estado geográfico, um local onde, por hora, coloco meu coração. A saudade que encontro neste local faz brotar o rio das lágrimas, que banha este lugar mítico, tão cheio de encanto e amizade, de experiências bobas e outras inesquecíveis.

Mas o natal tem esse poder...desenha um permanente estado de coisas, de contumaz e persistente estado de perpétuo sonho de termos uma humanidade melhor, mais feliz pelo fato de ser uma humanidade mais espiritualizada. Não importa por ser, talvez, meu último natal pelas vias deste mundo, provocando essa sensação uma maneira de olhar cada coisa como se estivesse me despedindo. Não morrerei, é verdade, pois a morte é apenas ilusão dos sentidos. A vida é vitoriosa. Meu natal levarei comigo, na alma, para qualquer dimensão em que eu estiver. Afinal, Jesus é minha meta e meu objetivo de crescer. Viver sua mensagem em mim, meu anseio mais profundo.

Em silêncio, digo, pensando, para todos os que cruzam meu caminho, em meio às luzes que já decoram várias residencias e lojas na mionha cidade: Feliz Natal. Feliz vivência do evangelho. *


* Este é uma peça de ficção, amigos. Não estou enfermo e nem acho que este é o meu último natal na Terra. Desejei, apenas, como escritor, me colocar no lugar de quem, porventura, esteja vivendo algo dessa natureza. Minha sensibilidade me fez pensar nisto hoje, lembrando de um amigo que está enfermo, ante as lojas que já se enfeitam para o final do ano, escrevendo essa crônica para quem se sente na ante sala da mudança de dimensão. Lá, deve ser natal permanente, não é?